Empresas querem construir ferrovia ligando o litoral do ES ao Peru
Empresas apresentaram quatro projetos de ferrovias que ligam o Espírito Santo ao Centro-Oeste brasileiro, e podem se tornar ponto de partida da Ferrovia Bioceânica — planejada para atravessar o País rumo ao porto de Chancay, em Lima, no Peru.
Aracruz, Presidente Kennedy e São Mateus são as cidades selecionadas por esses investidores, como conta o consultor técnico da Federação das Indústrias do Estado (Findes), Luis Cláudio Montenegro.
Os projetos são de investidores privados em trechos ferroviários que se ligarão a regiões importantes para o setor logístico, principalmente pela proximidade com portos em construção.
Em Aracruz, por exemplo, dois projetos ferroviários podem se transformar na opção de entrada para as cargas que chegam do Oceano Atlântico por navio e têm como destino o Oceano Pacífico.
Uma das principais propostas dessa nova ferrovia transcontinental é viabilizar uma rota de escoamento de matéria-prima e produtos entre China e América Latina.
O projeto de construção da Bioceânica apresentado oficialmente pelo governo federal prevê como ponto de partida o futuro Porto Sul, em Ilhéus, na Bahia, estrutura em planejamento e que enfrenta dificuldades para se viabilizar.
Fonte do alto escalão do governo do Estado considera essa proposta complexa e potencialmente problemática para obtenção de licenciamento ambiental. Uma ponte com mais de 3 quilômetros prevista no projeto, para ligar a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) ao porto, é um dos dificultadores.
A fonte enalteceu o complexo portuário de Aracruz, comentando sobre Portocel e destacando o porto da Imetame, que iniciará operação no ano que vem.
Em São Mateus, a ferrovia da Petrocity é vista como uma das possibilidades para o projeto. Já em Presidente Kennedy, o Porto Central é tido como uma viável porta de entrada para as cargas.
“Mas dependeríamos da construção de uma ferrovia extensa. É um projeto caro, que vai demandar um grande investimento”, enfatizou Montenegro.
