Cidades do interior do Espírito Santo poderão ter núcleos de esporte comunitário
A criação de núcleos de esporte comunitário em municípios do interior do Espírito Santo passou a integrar a pauta da Assembleia Legislativa com a apresentação da Indicação nº 1.104/2025, de autoria do deputado estadual Zé Preto (PP). A iniciativa foi encaminhada ao governador Renato Casagrande (PSB) para avaliação do Executivo.
A indicação sugere a implantação de espaços voltados à prática esportiva regular, especialmente em áreas rurais e bairros periféricos, com foco em crianças e adolescentes. De acordo com o texto apresentado, a proposta busca ampliar o acesso ao esporte como instrumento de inclusão social, promoção da saúde e estímulo à cidadania.
Na justificativa encaminhada ao governo do Estado, o deputado argumenta que o esporte desempenha papel central na formação social. “O esporte é uma ferramenta fundamental de inclusão social, saúde pública e cidadania. Municípios do interior do Espírito Santo, principalmente em áreas rurais e bairros periféricos, carecem de oportunidades estruturadas para que crianças e adolescentes possam praticar esportes regularmente”, afirma Zé Preto no documento.
Ainda segundo o parlamentar, a criação dos núcleos permitiria ao Estado estruturar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social por meio da atividade física. “Com a criação dos Núcleos de Esporte Comunitário, o Estado poderá fomentar o surgimento de novos talentos, combater o sedentarismo, reduzir a evasão escolar e afastar jovens da vulnerabilidade social, evitando o ingresso em atividades ilícitas”, registra o texto.
A indicação também destaca impactos relacionados à saúde física e mental, além da disseminação de valores associados à prática esportiva. “O esporte contribui para a saúde física e mental e promove valores como disciplina, cooperação e respeito às regras”, acrescenta o deputado, ao classificar a iniciativa como uma política pública de grande alcance social e baixo custo.
Como se trata de uma indicação parlamentar, o texto não tem força de lei e cabe ao governo do Estado decidir sobre a eventual implementação da proposta, incluindo definição de orçamento, modelo de gestão e municípios que poderiam ser contemplados. Até o momento, o Executivo não se manifestou sobre o conteúdo da indicação encaminhada pela Assembleia Legislativa.
