Afogamento mata mais de 150 pessoas por ano no ES; veja como se prevenir
O mar, os rios e as lagoas fazem parte do lazer e do cotidiano de quem vive ou visita o Espírito Santo. No entanto, esses locais continuam sendo cenário de um número elevado de mortes evitáveis. Dados do Painel de Afogamentos do Observatório da Segurança Pública do Espírito Santo mostram que o estado registrou 165 mortes por afogamento em 2023 e 155 em 2024. Em 2025, até o mês de novembro, já são 118 óbitos.
Para a major do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, Gabriela Andrade, o afogamento não deve ser tratado como um evento imprevisível. “É importante reforçar que o afogamento não é acidente, não acontece por acaso; tem prevenção. O afogamento é um incidente, porque ele pode ser evitado com medidas simples de prevenção”, destaca.
A análise dos últimos três anos revela um padrão que se repete. O número de mortes aumenta entre os meses de novembro e março, período marcado por altas temperaturas, férias e maior circulação de pessoas em ambientes aquáticos. Em 2024, o crescimento também foi observado em julho, mês tradicional de férias escolares.
Além das mortes, os registros operacionais do Corpo de Bombeiros ajudam a dimensionar a frequência e a gravidade dos incidentes. Entre 2024 e 2025, considerando dados até novembro, o CBMES contabilizou 436 atendimentos relacionados a afogamento, salvamento aquático e busca a afogado. Os dados revelam que os incidentes se distribuem por diferentes ambientes aquáticos do estado.
O mar concentrou o maior número de ocorrências, com 67 buscas e 14 resgates. Em seguida aparecem lagoas, lagos e represas, com 64 buscas e 23 resgates, além dos cursos d’água, como rios, que somaram 52 buscas e 16 resgates. Entre os municípios, Mimoso do Sul lidera os atendimentos, com 57 registros, seguido por Linhares (45) e Vila Velha (36).
