Trabalhadores das plataformas no ES aderem greve e desembarcam das plataformas P-57 e P58

Publicado em 15/12/2025 às 17:16 Da Redação
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Trabalhadores das plataformas no ES aderem greve e desembarcam das plataformas P-57 e P58

Os trabalhadores da Petrobras estão em greve desde a 0h desta segunda-feira (15), por tempo indeterminado. A paralisação, que atinge todo o país, foi aprovada na última sexta-feira (12), após a contraproposta apresentada pela companhia nas negociações do acordo coletivo de trabalho (ACT) ter sido rejeita.

De acordo com o diretor de comunicação da Transpetro-ES, Etory Sperandio, quase 100% dos trabalhadores no Espírito Santo aderiram à greve e como primeiro movimento, estão desembarcando das plataformas P-57 e P-58. As unidades flutuantes estão localizadas no Parque da Baleia, litoral sul capixaba.

“Enquanto não tivermos contraproposta que atenda a demanda dos trabalhadores, temos uma série de ações e o desembarque é só a primeira”, explicou.

A paralisação ou redução das atividades em plataforma offshore impactam no volume de produção de petróleo. Segundo Sérgio Borges, coordenador-geral do Sindipetro-NF, estão mobilizados os 14 sindicatos da FUP (Federação Única dos Petroleiros), que representa em torno de 25 mil empregados e opera 61% das unidades da Petrobras, e os da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), que representa mais de 50 mil trabalhadores e opera 80% da extração de petróleo do país.

A greve ocorre após mais de três meses de negociações sem acordo. Para a FUP, a proposta da estatal não contempla os principais pontos aprovados pela categoria: a retomada de direitos retirados em gestões anteriores, uma distribuição considerada mais justa dos resultados da empresa e o fim dos planos de equacionamento de déficit da Petros, o fundo de pensão dos funcionários.

No campo salarial, os sindicatos criticam o reajuste oferecido: reposição da inflação do período mais ganho real de 0,5%, somando 5,66%. Os trabalhadores reivindicam 9,8%, como forma de recompor perdas acumuladas em anos sem aumento real.

Também pesa para os sindicalistas a situação de aposentados e pensionistas, que organizaram vigílias em frente à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, em protesto contra os descontos relacionados ao equacionamento do fundo de pensão da companhia.
A greve afeta unidades administrativas, plataformas e refinarias, a depender de sua duração.

O QUE OS TRABALHADORES REIVINDICAM

– ACT de um ano (2025-2026) e ultratividade
– Solução para a pauta do offshore e o fim do ataque inacreditável na questão dos – desimplantes
– Reajuste na tabela da Hora Extra Troca de Turno (HETT) e a criação de uma tabela salarial única para toda a categoria, holding, subsidiárias, ativos e aposentados
– Avanço na pauta do teletrabalho, aumento dos – dias coringas – e inclusão de setores excluídos.
– Pagamento das dívidas da Petrobras com a Petros
– Retorno do Programa Jovem Universitário (PJU), com reembolso de 80% do valor da mensalidade, bem como benefício educacional superior extensivo aos empregados
– O fim dos problemas constantes referentes aos embarques e a implementação do 14×21 para todos os embarcados (próprios e terceirizados)
– Destravamento da discussão sobre o novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários, congelada desde o início do ano
– Reversão da mudança na área de SMS que levará a uma escala de 6×1 de médicos e dentistas, contrariando inclusive a retórica do governo federal
– Combate ao avanço da terceirização, fim da contratação de empresas caloteiras
– Fim do processo de privatização da PBIO
– Isonomia alimentar, já! Concessão de vale alimentação para as unidades que têm alimentação e natura (industrial e offshore) nos termos da lei 5811/72

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