Coluna Rosildo Barcellos | O silêncio que preocupa

Publicado em 04/12/2025 às 08:26 Da Redação
Geral
Coluna Rosildo Barcellos | O silêncio que preocupa

Silenciosa e letal, a “pressão alta” atinge cerca de 30% da população brasileira, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A incidência de hipertensão está ligada a fatores de risco como obesidade, tabagismo, consumo excessivo de bebida alcoólica, estresse e hereditariedade. 

Pessoas hipertensas que não fazem o tratamento adequado podem desencadear aneurismas, infartos de miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e ataques cardíacos. A pressão alta é um mal crônico e assintomático na maioria da população, capaz de causar lesões irreversíveis em diferentes órgãos. Não é  à toa, que o problema é conhecido como ‘assassina silencioso’.

 A tensão elevada nos vasos sanguíneos é chamada hipertensão. A hipertensão não controlada aumenta o risco de desenvolver insuficiência cardíaca de duas formas: 

a) causa estreitamento, constrição e aumento da resistência nos vasos sanguíneos, incluindo os que alimentam o coração, levando a uma redução do fluxo para o músculo cardíaco que pode enfraquecer ou lesionar o coração.

b) aumenta o volume de trabalho do coração. Quando a tensão arterial é demasiado alta, o coração tem de bombear com mais força do que o normal para manter o sangue em circulação. Para lidar com o aumento da tensão, o músculo cardíaco engrossa e torna-se maior para compensar. No entanto, este trabalho extra, pode eventualmente, levar o coração a não conseguir bombear com a força necessária (descompensação) e levar a insuficiência cardíaca sintomática.

Se lhe for diagnosticada insuficiência cardíaca, é importante continuar a monitorizar a sua tensão arterial. A tensão arterial normal varia com a idade, mas a tensão arterial elevada (TA acima de 150/80 mmHg) terá a tendência de tornar a  sua função cardíaca irregular, e aumentar os sintomas a ponto de requerer tratamento a longo prazo. 

É importante ressaltar que  filhos de pais hipertensos têm uma pré-disposição maior à pressão alta, com 25% de chance de desenvolver a doença ao longo da vida   Os medicamentos utilizados para tratar a insuficiência cardíaca geralmente reduzem a tensão arterial, sendo estes medicamentos recomendados primeiro. Se a tensão arterial ainda estiver descontrolada, há vários medicamentos adicionais que podem ser utilizados. 

As famílias de medicamentos que atualmente estão sendo usadas no Brasil, incluem os inibidores de enzima de conversão de angiotensina (ECA). Bloqueadores  dos receptores de angiotensina (ARA), betabloqueadores, bloqueadores dos canais de cálcio, inibidor da neprisilina (ARNI), Antagonistas de receptor de mineralcorticóide (Aldosterona) e os tiazídicos. 

Por fim, procure aferir com alguma regularidade sua “pressão” e no indicativo de alteração, busque um atendimento de um profissional de saúde, médico, que o orientará no melhor encaminhamento  de tratamento, para seu caso específico. Com o tratamento sua qualidade de vida poderá seguir em um considerável ritmo de regularidade e tranquilidade.

Notícias Relacionadas

Voltar para as Notícias