Greve de servidores continua e já afeta emissão de documentos no ES

Publicado em 12/10/2025 às 09:00 Da Redação
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Greve de servidores continua e já afeta emissão de documentos no ES

Em assembleia realizada nesta sexta-feira (10), os servidores públicos do Espírito Santo decidiram manter a greve iniciada na última terça-feira (7). A paralisação, segundo o sindicato da categoria, já começa a impactar a prestação de alguns serviços, como a emissão de documentos, entre eles, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), licenças ambientais e documentos escolares, como históricos e declarações.

Segundo o sindicato da categoria, a mobilização atinge 53 cidades capixabas. A decisão foi tomada por ampla maioria, em uma assembleia com grande participação presencial e online. Os servidores deliberaram pelo reforço do movimento na próxima semana, com ampliação das atividades durante todos os dias, começando por uma ação pública neste sábado (11).

A presidente do Sindipúblicos, Renata Setúbal, afirmou que a mobilização continua firme. “A greve continua nas ruas e nas redes, impulsionada pela ausência de negociação e pela busca por reconhecimento profissional. Vamos juntos conquistar nossa reestruturação”.

Segundo ela, o sindicato apresentou ao governo, há cerca de seis meses, uma proposta com as seguintes reivindicações:

- Reajuste linear de 35% para os servidores das 32 carreiras integrantes da base do Sindipúblicos. Segundo a presidente do sindicato, de 2002 a 2024, as categorias acumulam uma perda salarial de 50%;

. Maior equilíbrio entre os salários de servidores de nível médio, técnico e superior. “Hoje, há uma grande disparidade em função do grau de escolaridade”, afirma Setúbal. Nesse sentido, o sindicato pede: (i) que o servidor de nível técnico ganhe 70% do que ganha o de nível superior (hoje ganha 49%, de acordo com o Sindipúblicos); (ii) que o servidor de nível médio ganhe 50% do que ganha o de nível superior (hoje ganha 35%, pelos cálculos do sindicato).

Tadeu Guerzet, diretor de Comunicação do Sindicato, ainda pontuou sobre o tratamento desigual que os servidores são tratados pela admistração. “Na hora de pagarmos impostos, de cobrar nossa previdência, somos uma só categoria. Mas, para nos valorizar, o governo tem tratado categorias diferenciadas, algumas com mais e outras com nada, como nós. Todos merecem o mesmo respeito e valorização. Não vamos mais aceitar essa discriminação”.

Em nota, aSecretaria de Gestão e Recursos Humanos (Seger) informa que acompanha o movimento de greve em articulação com os demais órgãos do Governo e ressalta que, até o momento, não há registro de impactos na prestação dos serviços públicos estaduais.

A Seger reforça que mantém diálogo permanente com as entidades representativas dos servidores, pautado pela transparência e pela busca de soluções equilibradas que atendam ao interesse público e valorizem o funcionalismo.

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