Espírito Santo registrou 501 novos casos de câncer de mama

Publicado em 30/09/2025 às 15:58 Da Redação
Saúde
Espírito Santo registrou 501 novos casos de câncer de mama

O mês de outubro é marcado pela campanha “Outubro Rosa”, com ações de conscientização junto à população, em especial as mulheres, sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Neste ano de 2025, no mesmo período de janeiro a setembro, foram registrados 501 novos casos da doença.

No ano de 2024, foram registrados 1.551 novos casos de câncer de mama, sendo que, de janeiro a setembro do mesmo ano, foram registrados 1.181 casos.

No Espírito Santo, de janeiro a julho deste ano, foram registradas 9.482 internações de mulheres por tipos de cânceres. Enquanto no mesmo período em 2024, foram 8.994 registrados. Já durante todo o ano de 2024, 16.136 internações foram registradas.

Quanto às internações específicas por câncer de mama, de janeiro a julho deste ano, foram registradas 1.566 internações de mulheres por câncer de mama. Já durante o mesmo período de 2024, foram 1.431 internações registradas. Porém, durante todo o ano de 2024, foram 2.653 internações registradas. (Dados Sesa – NEPSS em 18/09/25)

Dados sobre os óbitos por câncer de mama feminino, segundo fonte do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), foram registrados no Estado em 2024, 385 mortes, sendo 251 registradas no período de janeiro a agosto. Já em 2025, de janeiro a agosto, foram registrados 242 óbitos em mulheres por decorrência da doença.

Ao todo, em 2024, foram registrados 2.511 óbitos por cânceres em geral em mulheres. Já em 2024, de janeiro a agosto, 1.670 óbitos foram registrados por cânceres em mulheres no Espírito Santo. Neste ano de janeiro a agosto, foram 1.503 óbitos registrados por cânceres.

Sobre o câncer de mama em homens, segundo dados do Sistema de Informação de Mortalidade (SIM), foram registrados no Estado em 2024 um total de três mortes, sendo uma registrada no período de janeiro a agosto. Já em 2025 de janeiro a agosto, foram registrados três óbitos em homens, em decorrência da doença.

Quanto à realização de mamografias, foram realizados 99.381 (mamografias diagnósticas e mamografias de rastreamento) exames, em 2024, sendo 58.578 de janeiro a agosto. Entretanto de janeiro a junho de 2025, foram realizados 46.136 exames de mamografia. (Dados Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS – SIA/SUS, em 18/09/25).

Outubro Rosa 2025

Com o tema “Conhecimento que protege, cuidado que faz viver”, a iniciativa da Campanha, em parceria com a Associação Feminina de Educação e Combate ao Câncer (Afecc), busca estimular o autocuidado, a atenção aos sinais do corpo e a procura por serviços de saúde para rastreamento e acompanhamento da doença.

O câncer de mama é a neoplasia maligna de maior incidência entre mulheres no Brasil e no mundo, representando um relevante problema de saúde pública devido ao impacto na morbimortalidade feminina.

Manifesta-se, em seus estágios iniciais, por nódulos mamários fixos e geralmente indolores, alterações cutâneas, como retrações, ulcerações ou aspecto de ‘casca de laranja’, modificações no formato do mamilo e secreções papilares, principalmente sanguinolentas. Pode haver ainda aumento de linfonodos axilares. 

A maioria das lesões localiza-se no quadrante superior externo da mama e, em estágios mais avançados, pode evoluir com dor, ulcerações extensas, espessamento da pele e comprometimento sistêmico, o que dificulta o tratamento e agrava o prognóstico.

Seguindo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de mama tem origem multifatorial, decorrente da interação entre fatores genéticos, hormonais, comportamentais e ambientais. Entre os fatores não modificáveis, destacam-se idade avançada, histórico familiar, mutações genéticas, puberdade precoce (primeira menstruação antes de 12 anos), menopausa tardia e nuliparidade (a condição de uma mulher que nunca teve filhos). 

Já os fatores modificáveis incluem sedentarismo, obesidade (especialmente após a menopausa), consumo de álcool, tabagismo, alimentação inadequada e ausência de aleitamento materno, reforçando a importância de estratégias de prevenção e promoção da saúde.

A referência técnica da Saúde da População Negra, da Sesa, Raquel Rosa de Azevedo, destaca que mulheres negras apresentam maior vulnerabilidade ao câncer de mama, sendo frequentemente diagnosticadas em estágios avançados e com menor acesso ao rastreamento e tratamento.

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