Homem que confessou ter matado a ex-companheira em Aracruz é condenado a 30 anos de prisão

Publicado em 10/06/2026 às 23:45 Da Redação
Segurança Pública
Homem que confessou ter matado a ex-companheira em Aracruz é condenado a 30 anos de prisão

Felipe Silva de Almeida, que matou a tiros a ex-esposa Aline Ribeiro da Rosa na tarde de 21 de julho de 2024, em Aracruz, região Norte do Espírito Santo, foi condenado a 30 anos de prisão pelo crime de homicídio quadruplamente qualificado.

As qualificadoras do crime foram por motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, em contexto de violência doméstica. O julgamento ocorreu no Fórum de Aracruz.

Além disso, Felipe, que é pai de dois filhos junto da vítima, perdeu o direito de ter qualquer aproximação com as crianças e foi condenado ao pagamento de R$ 200 mil aos familiares de Aline

A pena de 30 anos se soma a outra condenação do réu, obtida no ano passado. Na ocasião, Felipe foi condenado a 29 anos e 6 meses de prisão por estupros cometidos contra Aline.

A advogada de acusação, Dayhara Silveira da Silva, afirmou que a equipe trabalhou para que Felipe fosse condenado à pena máxima.

Nós guerreamos naquele plenário para que nenhuma das qualificadoras pudessem ser decotadas, e que Felipe fosse condenado na pena justa, que é a pena máxima. O corpo de jurados acompanhou integralmente o que havia de provas no processo e concordou totalmente com a tese apresentada pela acusação

Dayhara Silveira da Silva, acusação

A advogada do acusado, Priscila Beníchio, afirmou que a defesa respeita a decisão do júri e que lutou para defender os direitos constitucionais do réu.

Além disso, a advogada afirmou que Felipe era confesso e que a defesa concorda com a soberania do veredito.

“Recebemos essa decisão com muita tranquilidade, com respeito. Um processo delicado, de muita repercussão. O nosso réu é confesso, atuamos e pautamos nossa atuação na aplicação correta do Direito e isso foi feito. Respeitamos a soberania do veredito”, disse.

Felipe ficou foragido por dois dias

Após o crime, Felipe Silva de Almeida permaneceu foragido por dois dias e depois se entregou na noite do dia 23 de julho as autoridades policiais na Delegacia de Linhares.  

Um áudio gravado por Felipe, na época do ocorrido revelou a frieza do crime. Aline já sofria ameaças do homem já algum tempo. 

As testemunhas que estavam com Aline no dia do crime relataram que Felipe apareceu no local, fez ameaças e deixou o estabelecimento. Em seguida, ele retornou e cometeu o crime.

Nesse intervalo, Aline pegou emprestado o celular de uma pessoa que estava no local e ligou para o Ciodes para informar que estava sendo ameaçada.

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