"Contorno vai prejudicar a economia local", critica presidente da Câmara de Ibiraçu

Publicado em 24/03/2026 às 13:56 Da Redação
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"Contorno vai prejudicar a economia local", critica presidente da Câmara de Ibiraçu

O presidente da Câmara de Vereadores de Ibiraçu, Breno Lúcio, afirmou que é contra a construção do Contorno da BR-101 na cidade da forma que está sendo planejada pela Ecovias Capixaba e que a obra deve prejudicar as empresas da cidade.

Cerca de 20 áreas devem ser desapropriadas para a realização da obra, entre elas, um casarão de mais de 100 anos onde moram 13 pessoas de quatro gerações da família Perut, além do artista plástico capixaba José Paulo Dileta.

O parlamentar disse, em entrevista ao Folha Vitória, que a transferência do movimento mais pesado de veículos para o Contorno vai prejudicar as empresas da cidade.

“O Contorno vai tirar todo o fluxo de dentro do município, prejudicando a economia local. Pode ter certeza que algumas empresas vão fechar. Lanchonete, restaurante, quem emprega. Aqui já tem poucas oportunidades de emprego. O maior polo empregador do município é a própria prefeitura ou a cidade de Aracruz, que é a cidade vizinha. Com esse contorno, o fluxo vai diminuir 50% ou mais”, criticou o presidente.

Presidente da Câmara de Vereadores de Ibiraçu, Breno Lúcio

Presidente da Câmara de Vereadores de Ibiraçu, Breno Lúcio. Foto: Reprodução/Instagram

Família ganhou mais 60 dias para desocupar imóvel

A família Perut ganhou mais 60 dias para deixar o casarão centenário onde vive em Ibiraçu, no Norte do Estado. Os 13 moradores tinham até o dia 26 de março para desocupar o imóvel, que deve ser demolido para a construção do Contorno da BR-101 no município.

Mas uma nova decisão da Justiça, emitida na sexta-feira (20), deu aos proprietários mais dois meses para saírem do casarão.

Daniel representa os avós, Aurora Perut Barbosa, de 100 anos, e Pedro Barbosa, de 97, em uma batalha judicial que começou em outubro do ano passado, quando a família recebeu a notícia de que o imóvel seria desapropriado para a obra que será realizada pela Ecovias.

Desde então, o empresário tenta evitar esse desfecho, pleiteando o tombamento histórico do casarão em níveis municipal e federal. Daniel não conseguiu o tombamento, mas a notícia da prorrogação do prazo de saída já foi recebida com alívio.

“Nossa advogada pediu ao desembargador mais 60 dias para a gente conseguir se adequar. Então, graças a Deus, tivemos um alívio a partir dessa notícia, esses 60 dias que o desembargador deu, e a gente está tentando ver o que faz nesse período”, relatou o neto dos donos da casa.

Casarão histórico tem mais de 100 anos

Desde outubro do ano passado a situação da família Perut. Daniel Perut tenta realizar o tombamento do casarão, tanto em nível municipal quanto federal.

A ideia, com o reconhecimento da importância histórica do imóvel, era evitar a desapropriaçãofazer com que a Ecovias Capixaba refizesse o trajeto da rodovia, desviando do imóvel dos Perut.

Mas, à medida em que o tempo corre, Daniel disse que percebe que não vai conseguir evitar a perda do imóvel. “Infelizmente eu vou ter que ceder. Não é da minha vontade nem da família, mas não temos alternativa. Mas é uma pena, pois vai se perder uma parte da história de Ibiraçu”, lamentou.

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