Operação revela plano de criminosos para dominar lojas de armas no ES e no RJ
Uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), com apoio de policiais do Rio de Janeiro e do Exército Brasileiro, revelou um esquema usado por criminosos para colocar armas legais nas mãos de grupos criminosos. A ação aconteceu nesta quinta-feira (19), com buscas em Vitória e Cariacica.
As investigações começaram no fim de 2024 e apontaram que o grupo usava documentos falsos, com aparência oficial, para comprar armas em lojas autorizadas. Na prática, era uma forma de “disfarçar” compras ilegais como se fossem legais.Com o aumento da fiscalização, os suspeitos mudaram de estratégia. Em vez de apenas comprar armas, passaram a tentar assumir o controle de lojas do setor usando identidades falsas. A ideia era ter acesso direto aos estoques e facilitar o desvio de armamentos.
Um dos casos aconteceu em novembro de 2025, quando um homem foi flagrado no Rio de Janeiro tentando comprar uma loja se passando por militar. A fraude foi descoberta na hora, após verificação com o Exército.
As investigações também mostraram que a esposa desse suspeito, junto com outro homem, conseguiu concluir a compra de uma empresa do ramo de forma irregular — o que pode ter dado acesso a um grande número de armas.
Mulher detida e joias apreendidas
Durante a operação, uma mulher de 33 anos, vinculada a um dos investigados, foi detida. Na casa dela, os policiais encontraram duas pistolas de uso restrito, documentos ligados à compra da loja e objetos de valor, como pedras que aparentam ser preciosas e peças douradas. Ela foi presa por posse ilegal de arma.
“A ação conjunta impediu o desvio de dezenas de armas de fogo para a criminalidade organizada. A Polícia Civil destaca que a estreita sintonia com o Exército Brasileiro foi o fator determinante para tornar as operações ilegais de alto risco para os criminosos, forçando-os a mudar de tática e, consequentemente, expondo a estrutura da organização”, destacou o titular da Delegacia Especializada de Armas e Munições (Desarme), delegado Guilherme Eugênio Rodrigues.
Agora, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e entender a origem dos bens apreendidos.
