Espírito Santo registra 15 mortes por afogamento em piscinas
O Espírito Santo registrou 15 mortes por afogamento em piscinas de janeiro de 2025 até terça-feira (10). Os dados são do Painel de Afogamentos da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
No recorte geral dos afogamentos, o Espírito Santo contabilizou 69 mortes só no verão de 2026. De acordo com Gabriela Andrade, major do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo, o número de casos aumentou 27% em comparação com o mesmo período em 2025. Ela diz que o crescimento está relacionado às altas temperaturas.
“Neste verão tivemos muitos dias de sol forte e as pessoas buscam ambientes para se refrescar. Além disso, vimos uma alta no consumo de bebidas alcoólicas, o que facilita os afogamentos”.
E as principais vítimas são as crianças. Dos 14 casos registrados em piscinas, 11 envolveram vítimas entre zero e 14 anos. A major diz que isso acontece porque os responsáveis acabam confiando em boias infláveis, que passam uma falsa sensação de segurança.
“Elas podem sair do braço ou furar, perdendo a flutuação. Já as boias em formato de bichinhos também são instáveis e colocam a criança em risco”.
O assunto ganhou evidência após o afogamento de uma menina de 2 anos na piscina de um condomínio no bairro Jardim Camburi, em Vitória, no último domingo.
A Polícia Militar informou que foi acionada e que, ao chegar ao local, a mãe relatou ter se ausentado por 15 minutos, período em que a filha ficou sob a supervisão de outra criança de nove anos. A vítima foi levada a um hospital particular no mesmo bairro, mas morreu na segunda-feira (09).
O secretário-geral da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), David Szpilman, alerta que as crianças nunca devem ser deixadas na piscina sem a supervisão de adultos.
“Nos deixamos levar pela ideia de que a criança sabe nadar, mas isso não exclui a importância da supervisão constante”.
David lembra que, em casa, é importante bloquear o acesso à piscina com grades e usar equipamentos que evitem a sucção de cabelo.
