SUS terá cirurgia robótica para tratar câncer de próstata

Publicado em 15/08/2025 às 10:17 Da Redação
Saúde
SUS terá cirurgia robótica para tratar câncer de próstata

Um novo procedimento deve passar a fazer parte do tratamento do câncer de próstata na rede pública. A cirurgia robótica para o tratamento deste tipo de câncer já é utilizada na rede privada.

Agora, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou a inclusão deste procedimento na rede pública.

O procedimento, chamado de prostatectomia radical assistida por robô, consiste na retirada completa da próstata.

O urologista Henrique Menezes assinala que o procedimento é indicado para casos da doença localizada, quando o tumor ainda não se espalhou para outras partes do corpo.

“A cirurgia de câncer de próstata por robô é indicada para pacientes com câncer de próstata na fase inicial, com a doença localizada apenas na próstata. Ela não é indicada para pacientes com doença metastática”.

Na técnica robótica, o cirurgião opera a partir de um console, controlando braços mecânicos com alta precisão, visão 3D ampliada e filtro que elimina tremores das mãos.

Segundo o urologista Felipe Merlo Magioni, “o robô oferece movimentos mais precisos, facilita a realização de etapas complexas e minimiza a manipulação dos órgãos, o que acelera a recuperação”.

Ao contrário da cirurgia tradicional, que exige cortes maiores, a robótica possui cortes mínimos, onde são feitas pequenas incisões na cavidade abdominal para a passagem dos braços do robô, permitindo maior preservação das estruturas ao redor.

O urologista Claudio Borges ressalta que entre os benefícios estão menor sangramento, recuperação mais rápida, redução no tempo de internação e melhores índices de preservação da continência urinária e da função sexual.

Ele compara: na cirurgia tradicional, o paciente costuma permanecer internado de dois a três dias e usar sonda por cerca de 14 dias; na robótica, a internação geralmente é de apenas um dia e a sonda fica sete dias.

Para ser oferecida no SUS, a técnica depende da aquisição dos equipamentos – de alto custo – e da capacitação dos profissionais. O treinamento inclui aulas teóricas, prática em simulador virtual e cirurgias supervisionadas por um médico experiente, além de certificações específicas.

A Conitec avaliou que o custo é compensado pelo ganho de qualidade de vida dos pacientes.

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